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Largura de Máquinas Flexo Banda Estreita

trenaA largura das máquinas impressoras ou troqueladoras possuem medias padronizadas. Estas medidas, são copiadas por quase todos os fabricantes de equipamentos ao redor do mundo.

Mas, você sabe qual o principal motivo das máquinas possuirem estas larguras de 160mm ou 250mm e engrenamento de módulo 1/8CP ou 1/4CP?

Quem definiu e por quê as máquinas possuem estas medidas e não 200mm?

Para responder a esta pergunta, devemos entrar em um outro segmento de impressão, a impressão matricial. A impressão matricial, foi muito utilizada no passado não muito distante. Trata-se de uma impressora ligada a um computador PC ou similar que imprime em um formulário caracteres por meio de agulhas em linhas e colunas definidas.

 

O maior exemplo de  utilização de impressoras matriciais (pelo menos no Brasil),  é o uso para preenchimento de notas ficais (hoje quase que extinta devido a nota eletrônica) e impressão de relatórios. Um ícone destas impressoras é a famosa Epson LX300, o "Fusquinha" das impressoras.

Voltando ao nosso assunto principal, a largura foi definida para atender a estas impressoras. Para se imprimir formulários não havia problemas, pois existiam equipamentos específicos off-set que faziam o trabalho com perfeição e velocidade.  Mas, os usuários precisavam de agilidade para impressão de etiquetas de mala direta, etiquetas de identificação de produtos e caixas, entre outros tipos de dados em material adesivo para identificação de suas mercadorias. As máquinas flexográficas já eram capazes de produzir etiquetas, precisavam somente ter a largura ideal para atender as especificações dos formulários mais populares da época. A definição das largura dos formulários derivava do tipo de impressora matricial.

Porém, a padronização de algumas larguras definiram grande parte de todos os formulários utilizados até hoje. Os formulários são definidos por colunas que possuem 1/10" (um décimo de polegadas) na largura e a altura poderia ser de 1/8" e 1/6".

Bem, com estes dados já dá para se ter uma idéia das larguras disponíveis. As máquinas de 160mm de largura atendem os formularios para etiquetas de até 60 colunas, ideal para impressão e fabricação de etiquetas para mala diretas e etiquetas para identificação de produtos, com largura util de 6" (seis polegadas).

Já as máquinas de 250mm atendem aos formulários de 80 colunas que são os formulários de largura 8-1/2" (oito polegadas e meia).

A altura é definida por 1/8CP que corresponde a 1/8" (um oitavo de polegada), que é a altura padrão dos caracteres na matricial. Já o 1/4CP coresponde a duas vezes esta altura sem maiores problemas para impressão e registro.

Atualmente, as etiquetas de endereçamento, identificação e mala diretas são fabricadas em folhas soltas formato A4 ou carta (8-1/2"x11") para serem impressas em impressoras ink jet ou laser ou, em rolos com até 90 metros de comprimento e larguras de 110mm para serem utilizados em impressoras térmicas (Zebra, Argox, Datamax, etc). As impressoras térmicas padrão possuem larguras máxima de 110mm de substrato e impressão.

Conclusão:

Este modelo de largura de máquina que muitas empresas ainda adotam é uma acomodação para a forma de não inovarem ou investirem em modernização. A muito já foi constatado que as medidas de etiquetas e rótulos sofreram alteração e que o uso de impressoras térmicas com larguras que não ultrapassam 110mm é uma realidade. Máquinas com larguras diferenciadas, fora destas medidas impostas no passado para atender um mercado que hoje pode-se considerar extinto (impressão matricial de etiquetas), podem ser avaliadas pelos designers, engenheiros e projetistas das empresas.

Claro que este novo conceito de máquina e largura implica em investimentos em novos ferramentais, cilindros e adapatadores para aproveitamento do que se tem em nosso parque gráfico.

Porém, a economia de materiais, energia, tempo e recursos valem a pena no atual panorama econômico em que vivemos. Máquinas mais compactas e melhor projetadas gastam menos material (na fabricação), precisão de menor tempo de setup, consomem menos energia e são mais práticas e funcionais.

robson

*Robson Yuri é técnico em Flexografia, formado em artes gráficas pelo SENAI Theobaldo de Nigris, Robótica pela ETB (escola Técnica de Brasília), cursou engenharia de produção mecânica UNIP, certificado em programação de microcontroladores ACEPIC e é consultor e desenvolvedor de soluções e reengenharia de máquinas e equipamentos para impressão de embalagens, rótulos, etiquetas e tags. Também ministra cursos de capacitação de mão de obra para impressão e consultoria para indústrias convertedoras. Desenvolve sistemas embarcados para automação e supervisório de máquinas flexo, troqueladora e rebobinadeiras e projetos especiais para indústria de conversão flexográfica e de artes gráficas.