Estudo de viabilidade, sua máquina na medida certa.
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- Categoria: Notícias
- Publicado em Sunday, 16 October 2011 13:51
- Escrito Por Super User
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Quando uma empresa decide comprar uma nova máquina para seu parque gráfico, logo surgem dúvidas: qual a melhor máquina, qual a máquina mais barata, qual os acessórios de linha e quais são os opcionais, entre tantas outras perguntas.
Responder a estas perguntas muitas vezes fogem do conhecimento dos vendedores e, dos próprios fabricantes de máquinas.
Só para se ter uma idéia que configurar uma máquina não é uma tarefa lá muito fácil, vamos para a primeira pergunta de nosso exemplo: Qual a melhor máquina? *por Robson Yuri
Sempre digo aos meus clientes de consultoria: "A melhor máquina é aquela que atende a sua necessidade, não estando osciosa a maior parte do tempo e, que possa reproduzir o original do cliente com o máximo de perfeição em tempo hábil".
Mas como determinar estes parâmetros? Fácil, tendo em vista o que realmente se quer produzir!
Muitos investidores e empresários do setor resolvem comprar uma máquina (seja para ampliar seu parque gráfico ou para iniciar um novo negócio) sem saber sequer o que vão produzir com o equipamento. Outros, "pegam" no mercado uma amostar cheia de detalhes, rica em sofisticação e tecncologia e querem produzir exatamente aquilo que pegaram sem investimento algum, sem Know-how.
O primeiro passo para a compra correta de um equipamento é o estudo de viabilidade. O estudo de viabilide permite fazer uma análise crítica de todos os pontos relativos a aquisição da máquina e sua utilização. Este estudo evita que você COMPRE A MENOS ou COMPRE MUITO A MAIS do que precisa, aquela história de ter um foguete para atravessar a rua ou o elefante branco ocupando espaço na fábrica.
Para a segunda pergunta sobre: Qual a máquina mais barata, digo que são todas. Bem, vou explicar! Toda a máquina que atende a sua necessidade cumpre o seu papel. Máquinas bem configuradas produzem exatamente o que queremos, pois assim foi fabricada, para atender a nossa realidade. Por este motivo não são caras, tem seu custo de fabricação ou venda baseados na quantindade de acessórios e tecnologia envolvidas no projeto.
Máquinas caras, são aquelas que, após chegar em nossa fábrica possuem tantos acessórios e dispositivos "inúteis" que passam grande parte do tempo desativados ou sem uso por longos anos. Este equipamento é muito caro! O dispositivo desnecessário, poderia por exemplo, ser convertido em mais uma rebobinaderia para dar agilidade no acabamento. Poderiam também ser convertidos em outros acessórios mais úteis como sistemas de inspeção, para minimização de erros e acompanhamento de produção, sistemas de alinhadores que possibilitam melhor alimentação do substrato na máquina e consecutivamente mais velocidade, entre tantos outros.
Agora quando chegamos a parte de acessórios de linha e opcionais a coisa fica mais complicada. Acredito que de linha (que deve vir com a máquina) no mínimo devemos ter:
- ajuste lateral online (com a máquina em funcionamento). este recurso deve permitir pelo menos um ajuste de 5mm seja entre cores seja no sistema de troquelado, faca ou corte longitudinal
- ajuste longitudinal em linha. recurso também que deve ter pelo menos 4mm (2mm para cima e 2mm para baixo), sem o qual seria impossível um bom registro de cores, com a faca ou com o sistema de facas longitudinais
- alinhador de material (web guide). Esta ferramenta é fundamental para um bom controle de alinhamento do material
- células de carga e controle de tensão. o registro de impressão é mantido também pela tensão do material
- sistema de visualização de impressão, mesmo que um simples strobos já é suficiente para melhor controle do processo.
Coloquei somente o que deveria vir de FÁBRICA, sem ser colocado ao cliente como opcionais. Porém, grande parte destes equipamentos são fornecidos por terceiros, ou seja, o fabricante de máquinas é obrigado a comprar no mercado estes dispositivos. Neste ponto que entre o outro problema. A falta de conhecimento também do fabricante que não faz idéia do produto que o cliente pretende realizar com a máquina que tanto sonha. Conclusão, o fabricante acaba comprando também ERRADO acessórios que poderiam dar certo ou FACILITAR a vida do operador e melhorar a qualidade final do impresso.
Chegamos então a um dilema: Quem precisa de um consultor ou estudo de viabilidade, o cliente que quer comprar a máquina ou o fornecedor que vai fabricar o equipamento?
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Amigos, digo que ambos precisam de acessória técnica responsável e profissional para poderem realizar seus sonhos. De um lado o fabricante em fabricar um equipamento realmente funcional e produtivo, do outro o cliente que vê sua fábrica operacional, produzindo com economia e qualidade.
A acessoria neste caso acontece em cinco fases:
- fase de contato com o cliente: cliente procura consultor e explica o que deseja, quais são seus sonhos e também o seu poder de investimento
- fase de projetos, onde sentam-se o fabricante, cliente e consultor para o brainstorming, onde o desenvolvimento da idéia, prespectivas do cliente, sonhos e desejos são colocados no papel para análise crítica e viabilização do conceito. Neste ponto também temos que ser realistas e visualizar o investimento, não podemos dar um passo maior que a perna (nem fabricante muito menos o cliente). Saber o tamanho do seu Bolso ajuda a viabilizar ou não o projeto e também determina o tempo de execução.
- fase de execução do projeto. Consutor agora com fabricante avalia as condições técnicas e acessoria na aquisição das partes, peças e acessórios necessários para realização do projeto. Também nesta parte o consultor indica soluções, fornecedores e novos recursos para viabilidade do conceito. Consultor nesta fase deixa o cliente informado do andamento de sua máquina e das realizações junto ao fabricante.
- fase da geração da documentação e entrega técnica - hora de colocar tudo para funcionar, fazer a documentação técnica (manuais, guias de uso - manutenção e instalação) conferência de todos os recursos, testes de elétrica, hidráulica, pneumática e eletrônica embarcada, testes mecânicos e de sincronismo, provas de funcionalidade e realização de tarefas propostas no projeto. Nesta fase também o cliente é convidado a participar dos testes e realizações. Também nesta oportunidade abrimos espaço para que o operador do cliente possa "aprender" os novos recuros, treinando-o previamente no equipamento antes da instalação definitiva na casa do cliente.
- fase de montagem no cliente - fase final, consultor, cliente e fabricantes empenhandos em montar todo o equipamento na indústria do cliente, treinando a equipe operacional do mesmo simultâneamente a este evento.
Estas 5 fases estão bem resumidas, mas ilustram o quanto é complexo a venda técnica de um equipamento e quantos itens são envolvidos na produção de um máquina realmente funcional.
Nestes meus 25 anos de experiência, poucas(e quando digo poucas são muito poucas mesmo sobram dedos de uma mão para contar), são as empresas fabricantes de máquinas e também os clientes que se preocupam em contratar um profissional técnico, que atue na área, para realizar um estudo de viabilidade e auxílio em projetos de máquinas.
Talvés este seja um dos motivos de muitas empresas não atingirem seus objetivos e suas metas nos prazos determinados, ou por não conseguirem a qualidade e produtividade que acreditam ter com o equipamento comprado. Clientes, ao longo dos dias, descobrem que "jogaram dinheiro fora" comprando um acessório que não se usa e tendo que adquirir por conta e risco outro fora do fabricante.
O assunto, como disse anteriormente é longo, polemico e com muitas "justificativas" tanto por parte do fabricante quanto do cliente. Se, no entanto, sua empresa deseja saber mais sobre estudo de viabilidade, projetos de máquinas e inovações ou acessórios que são realmente úteis a sua máquina e produção, entre em contato conosco, teremos prazer em lhe apresentar nossos trabalhos de consultoria e projetos: This e-mail address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

*Robson Yuri é técnico em Flexografia, formado em artes gráficas pelo SENAI Theobaldo de Nigris, Robótica pela ETB (escola Técnica de Brasília), cursou engenharia de produção mecânica UNIP, certificado em programação de microcontroladores ACEPIC e é consultor e desenvolvedor de soluções e reengenharia de máquinas e equipamentos para impressão de embalagens, rótulos, etiquetas e tags. Também ministra cursos de capacitação de mão de obra para impressão e consultoria para indústrias convertedoras. Desenvolve sistemas embarcados para automação e supervisório de máquinas flexo, troqueladora e rebobinadeiras.

